terça-feira, 30 de maio de 2017

Ligeiramente Perigosos

Título: Ligeiramente Perigosos
Autora: Mary Balogh
Série: Os Bedwyns- #6
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 304
Livro: Skoob
Sinopse:
Aos 35 anos, Wulfric Bedwyn, o recluso e frio duque de Bewcastle, está ávido por encontrar uma nova amante. Quando chega a Londres, os boatos que correm são os de que ele é tão reservado que nem a maior beldade seria capaz de capturar sua atenção.
Durante o evento social mais badalado da temporada, uma dama desperta seu interesse: a única que não tinha essa intenção. Christine é impulsiva, independente e altiva – uma mulher totalmente inadequada para se tornar a companheira de um duque. Ao mesmo tempo, é linda e muito, muito atraente.
Mas ela rejeita os galanteios de todos os pretendentes, pois ainda sofre para superar as circunstâncias pavorosas da perda do marido. No entanto, quando o lobo solitário do clã Bedwyn jura seduzi-la, alguma coisa estranha e maravilhosa acontece. Enquanto a atração dela pelo sisudo duque começa a se revelar irresistível, Wulfric descobre que, ao contrário do que sempre pensou, pode ser capaz de deixar o coração ditar o rumo de sua vida.
Em Ligeiramente Perigosos, o sexto e último livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh conclui a saga desta encantadora família em uma trama repleta de cenas sensuais, tiradas espirituosas e personagens à frente de seu tempo. Ao unir um homem e uma mulher tão diferentes, ela mostra que o resultado só poderia ser um par perfeito.

1. Ligeiramente Casados
2. Ligeiramente Maliciosos
3. Ligeiramente Escandalosos
4. Ligeiramente Seduzidos
5. Ligeiramente Pecaminosos
6. Ligeiramente Perigosos


Melhor livro da série!!!

Eu achava que nenhum dos volumes superaria o primeiro, Ligeiramente Casados, mas logo o último conseguiu ganhar o meu coração!

Que livro perfeito! Não poderia ter sido um romance mais adequado pro temido duque de Bewcastle, o Wulfric Bedwyn.


A Sra. Derrick espalhava luz, apesar das sombras que ele vira nela de relance. E, por mais que não desejasse, Wulfric ainda estava fascinado por aquela luz.


Christine tem quase 30 anos e está viúva há um tempo. Como o casamento dela com Oscar chegara ao fim de forma turbulenta, a família dele não a acolhera após a morte, como esperado. Christine voltou para casa, para os braços da mãe e da irmã solteirona assumida, adotando um novo tipo de vida. Ela estivera acostumada com a aristocracia, mas admitia que sentira falta de sua vida humilde de antes, filha de um professor. E Christine prosseguiria lecionando na escola, quieta em seu canto, se não fosse pelo convite para um baile em comemoração ao futuro casamento de amigos seus, e também de Oscar. Ela tentou recusar o convite, mas não teve escolha. Durante duas semanas, ela respiraria o mesmo ar que a família de seu falecido ex marido, e conheceria pessoas extraordinárias e peculiares, como o duque Bewcastle.

Ela sempre ouvira boatos de como o duque era frio e arrogante, mas nunca imaginara a beldade que ele também era. As jovens, surpresas com a presença do duque que pouco comparecia a eventos como aquele, propuseram uma aposta onde quem conseguisse o milagre de prender a sua atenção numa conversa por uma hora, ganharia. Apostar que ele fosse pedir alguma delas em casamento seria loucura. Até então, todos acreditavam que Wulfric nem mesmo possuía um coração.

O duque, em sua defesa, teve que amadurecer rápido demais. Por ser o filho mais velho, logo foi instituído de aprender o trabalho do pai para se tornar o futuro duque. Seu pai não demorou a falecer e deixar a responsabilidade em suas mãos. Com isso, o duque tomou a pose séria e fria que o acompanhou pelo resto da vida. Ele não tinha o direito de brincar e se divertir como seus outros irmãos. Ele possuía deveres, e o único tipo de diversão que se permitira era com sua amante, com quem dividiu a cama por muitos anos. Mas ela falecera, e agora Wulfric estava sozinho. Todos os seus irmãos encontraram o amor e estavam felizes, juntos aos filhos. Wulfric também ficava feliz por eles, mas ainda assim... Ainda assim, seus dias solitários, que nunca o incomodaram antes, agora o sobrecarregava.

Quando o duque pôs os olhos em Christine, ele notou que era incrivelmente bela. Mesmo com seu modo impróprio de se comportar e o vestido simples, ela se destacava das demais. Nos dias decorrentes, Christine acaba passando vergonha logo ao lado de duque, que permanece rígido e a encarando com um olhar severo de reprovação, mas ainda assim.. Ainda assim, é ela que, por alguma razão ilógica, o atrai profundamente. É ela e os seus sorrisinhos típicos quando o provoca que faz com que ele perceba como ela traz luz e energia ao lugar. Como ela é o sol, irradiando alegria para onde vai. E num ato impulsivo, Wulfric chega a pedir que Christine se torne sua amante, mas essa nem foi sua atitude mais imprudente. Foi o pensamento de que ela poderia ser mais do que isso.

Mas ela nunca poderia se tornar uma duquesa, não é? Ela estava longe de agir como uma dama. E ele estava longe de ser o marido que Christine sonha.

Duas pessoas completamente opostas. Duas pessoas com perspectivas e objetivos diferentes que, juntas, encontram o maior presente uma na outra. Mas será que o amor é suficiente para convencê-los a ficarem juntos?


Christine o odiava apaixonadamente. E esta era uma constatação alarmante. Teria preferido se sentir indiferente a ele.


Já falei o quão sensacional esse livro é?

Esse volume foi, sem dúvidas, o mais esperado por todos os fãs da família Bedwyn. Em todos os volumes anteriores, Wulfric se mostrou uma pessoa fria e pouco tolerante. Os vestígios de humanidade nele eram poucos, mas sempre estiveram ali presentes e discretos. Nós fãs sabíamos que seria necessário uma bela moça que fosse não somente capaz de encantá-lo, mas também colocá-lo em seu devido lugar. Christine é forte, independente e durona. E ao mesmo tempo, ela é aquele tipo de personagem leve que você imagina flutuando, de tanta graciosidade que transmite. É o tipo de pessoa de quem todos gostam. A mulher que sorri, que adora crianças, que se entrega por completo. E como ela poderia ser feliz com alguém que não tem nada em comum com ela? Que não aceita brincadeiras, que nem mesmo sorri.

E é aí que conhecemos o Wulfric Bedwyn, o homem. Deixamos o duque de Bewcastle e sua máscara de lado, e o enxergamos como um homem infeliz, solitário e carente. Um homem, acima de tudo, bom, e que merece toda a alegria do mundo. Um homem que suportou o peso da responsabilidade por todos os irmãos, um homem que ama com todo o coração, e nunca se dera conta disso. Mas como ele diz em uma passagem... Ele é os dois homens. Wulfric e duque. Ele não pode separá-los ou se tornar algo que não é. Ele é daquele jeito. Homem e duque. E todos os seus esforços para fazer com que Christine entenda, mesmo que do seu jeito fechado, é lindo de ver. É lindo acompanhar as suas tentativas, principalmente por sabermos que ele não se submeteria àquilo por qualquer uma.

E Christine também não se deixa ser vencida fácil. Ela casara por amor uma vez, e fora feliz, e não aceitaria outro casamento só para receber um título. Se um dia fosse se casar novamente, teria que ser com alguém companheiro, amigo, que a aceitasse do jeito que é.

Entendem o dilema da história?

Os opostos se atraem, não é? E os opostos podem, sim, dar certo. É só eles quererem.

Melhor eu parar por aqui antes de contar o livro inteiro. Mas a paixão que eu senti com essa obra, eu espero que todos vocês sintam também. Uma série que pode ter tido seus altos e baixos, mas que sem dúvida alguma, fechou com chave de ouro. Vou sentir saudades de vocês, Bedwyns!

Nota:


Sobre mim: Carolina Rodrigues, 22 anos, biomédica. Adora dançar e ir pra praia, mas o que a faz realmente feliz é poder passar um dia inteiro lendo, vendo séries, escrevendo histórias ou ouvindo música.

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